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Recessão só acaba com investimento público puxando a economia, diz Requião

Em um aparte na sessão plenária desta quarta-feira (16), o senador Roberto Requião afirmou que em situações de recessão é o investimento público que puxa a economia, já que o capital privado investe apenas na certeza de que seus produtos e serviços terão compradores, o que não acontece com o desemprego em alta e o consumo em baixa. Mas,  em vez de investir, observou o senador, o governo congelou os gastos públicos por 20 anos.  Veja o aparte.

Texto do aparte:

O Sr. Roberto Requião (Bloco Maioria/PMDB – PR) – Senador Lindbergh, é óbvio para qualquer estudante razoável de economia que, numa recessão, só se pode revertê-la com investimento público, porque o capital privado, não havendo consumo, não investe, porque não há quem compre os produtos ou os serviços produzidos. Já o investimento público é o investimento que não procura o retorno, é o investimento na infraestrutura, que dá empregos, que mobiliza empresas e que ajuda a encerrar o período recessivo. Nós congelamos a economia brasileira por 20 anos. O que significa isso? Que, por 20 anos, o Brasil não vai crescer. É uma tolice total. O capital privado só investe com a certeza de que o produto do seu investimento, serviços ou bens, será comprado. Não vai ser comprado com o desemprego, com a redução dos salários e com esse processo todo que nós estamos vivendo.

O SR. LINDBERGH FARIAS (Bloco Parlamentar da Resistência Democrática/PT – RJ) – Não é um problema de confiança dos empresários, como diziam eles.

O Sr. Roberto Requião (Bloco Maioria/PMDB – PR) – Não tem nada a ver com a confiança. Tem a ver com o mercado. Se há um mercado comprador, o desenvolvimento ocorre. E foi com investimento público que a Alemanha saiu da recessão em 1930; foi com investimento público que os Estados Unidos saíram da recessão, com o New Deal, do Roosevelt.

Mas a coisa aqui está ficando triste. O desemprego é brutal, as empresas estão fechando e o dólar turismo hoje, no paralelo, foi a R$4. Acabou aquela brincadeira, também, da classe média ir passear em Miami. Os Estados Unidos estão ficando caros demais. Para passear em Miami, só com uma homenagem igual àquela que o Doria proporcionou ao Sergio Moro, que recebeu um prêmio, posando com smoking ao lado da sua senhora. O que é uma coisa rigorosamente ridícula. Aliás, o que fazem esses juízes brasileiros do Supremo e das outras instâncias tanto nos Estados Unidos? Não há mês que nós não tenhamos três ou quatro juízes passeando em Nova York, em Washington, recebendo homenagens – enquanto no Brasil há o desemprego, há homenagem dos grupos econômicos norte-americanos. Será que isso não levanta uma suspeita razoável? Todos nós sabemos que, quando a Presidente Dilma foi grampeada, os Estados Unidos não estavam à procura da fórmula do regime Ravenna, tão bem-sucedido para o seu emagrecimento: eles estavam atrás de informações para quebrar, definitivamente, a Petrobras e tomar o pré-sal do Brasil. E não será da minha boca que sairá a defesa da corrupção que existia e continua existindo, em proporções brutais, na estrutura da Petrobras. O Parente é um destruidor de empresas, totalmente subordinado a interesses que não são os interesses estratégicos brasileiros. Mas nós temos que abrir os olhos para isto: dólar a R$4. Nós estamos no mesmo caminho da Argentina, que faliu de forma absoluta e que está recorrendo ao Fundo Monetário Internacional neste momento. Então, nós temos que abrir os olhos. Eu não vou negar que, no início, a Lava Jato fez uma revelação importante ao Brasil: da corrupção multipartidária. Mas o vezo político, a tendência ideológica, a escolha especial de políticos progressistas e nacionalistas também são inquestionáveis. A Lava Jato esteve a serviço da moralização até um momento, mas, posteriormente, a serviço da tomada da economia brasileira por interesses fundamentalmente norte-americanos e do capital financeiro.

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