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Requião analisa crise financeira e propõe mudanças
O senador Roberto Requião voltou a defender nesta sexta-feira, 29, no Plenário do Senado, um novo modelo econômico para o Brasil, “distante das teses neoliberais que levaram à crise financeira de 2008 e cujos efeitos ainda se refletem em nosso país e no mundo”. No pronunciamento, Requião repercutiu a palestra que o economista norte-americano Thomas Palley fez no seminário internacional sobre a crise, no Paraná.
O senador paranaense disse que suas posições sobre a economia sempre trombam com o que a mídia pensam e defendem os grandes veículos de comunicação. “Talvez seja por isso que eu desagrade tanto a mídia, quase toda ela comprometida com o capital”, observou Requião.
No discurso, o senador disse que o modelo econômico neoliberal, que se impôs ao mundo a partir dos anos 80, esgotou-se e “não tem mais conserto”. Logo, precisa ser substituído por um novo paradigma que tenha como alicerce o crescimento econômico baseado na demanda interna.
Tom Palley é hoje o mais respeitado keinesiano em todo o mundo. Formado pela Universidade Oxford e com doutorado pela Universidade de Yale, o economista retoma as teses de John Maynard Keynes de pleno emprego, intervenção estatal na economia, aumentos salariais que acompanhem o aumento da produtividade, crescimento baseado na demanda interna.
Leia na seqüência o texto integral do discurso de Roberto Requião.
Discurso de Requião analisa crise financeira e propõe mudanças
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