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Requião defende mínimo maior e vê contradições no PSDB e no PT

O senador Roberto Requião criticou, na sessão do Senado desta terça-feira, 22, “as posições paradoxais” do PSDB e do PT em relação ao salário mínimo. Quanto ao PSDB, Requião lembrou que o partido, governando cinco estados brasileiros, instituiu o salário mínimo regional em apenas dois. Mesmo assim, em São Paulo, no ano passado, o PSDB fixou o salário mínimo em 600 reais, enquanto o salário mínimo paranaense foi elevado para 765 reais, em sua faixa mais alta. Para este ano, o governador Alckmin propõe um mínimo paulista de apenas 630 reais, lembrou o senador paranaense.
Requião citou ainda que Minas Gerais, estado também governador pelos tucanos, sequer estabeleceu um salário mínimo regional. “Como então o PSDB pode criticar o governo federal se não fixa salário mínimo regional nos estados que governa e quando estabelece, propõe valores irrisórios”?, questionou Requião.
Quanto ao PT, Requião lamentou que o governo federal mantenha-se apegado “à velha política monetarista”, optando pelo aumento dos juros e pelo freio nos salários. “Não é o discurso que eu esperava”, disse Requião, que propôs:”Em vez de aumentar os juros, que aumentasse o depósito compulsório dos bancos, uma forma de enxugar a liquidez, sem aumentar a dívida pública e o lucro dos banqueiros e dos rentistas”.
A par disso, o senador paranaense defendeu ainda duas outras medidas: o controle da depreciação do dólar e a fixação de taxas para inibir importações da China e dos Estados Unidos, contendo assim a desindustrialização brasileira.
Requião lembrou ainda que a falta de investimentos, públicos e privados, em infra-estrutura leva o país a um processo inflacionário, “provocado por qualquer pequena demanda”. A saída para o impasse, reafirmou Requião, “não é conter o mínimo”.
 

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