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Requião quer respostas de Palocci e diz que mídia tem moralidade seletiva
O senador Roberto Requião criticou nesta quarta-feira, 18, no plenário do Senado, o ministro Antônio Palocci por tentar “justificar sua repentina fortuna”, dizendo que outros ex-ministros da Fazenda e ex-diretores do Banco Central também ganharam muito dinheiro com consultorias. “Pois é aí exatamente que está o problema. O que para ele é normal, porque todo mundo faz”, não é nem ético e nem moral, disse Requião.
Requião perguntou aos senadores se é certo ganhar dinheiro com informações privilegiadas, obtidas em cargos públicos de confiança. E pediu que Palocci explique para quem prestou assessoria, quanto ganhou, que tipo de assessoria, se eram relativas ao governo, que datas trabalhou nessa atividade.
O senador paranaense estranhou, no entanto, que a imprensa nacional, tão rápida em investigar ministros da presidenta Dilma e do ex-presidente Lula sempre mostrou condescendência com ex-ministros e ex-diretores do Banco Central de outros governos. E citou como exemplos Pérsio Arida, Mailson da Nóbrega, os irmãos Mendonça de Barros, que se transformaram em banqueiros e consultores financeiramente bem sucedidos.
Por essas omissões, Requião diz que ficava “cada vez mais encantado com a moralidade seletiva de nossa velha e incorrigível mídia”.
Veja a seguir o texto integral do pronunciamento do senador Requião nesta quarta-feira.
Discurso de Requião sobre moralidade seletiva de nossa velha e incorrigível mídia
Meu discurso na tribuna do Senado
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